• Suely Tonarque

Rosa Célia Pimentel Barbosa

Deixada num orfanato de Botafogo, no Rio de Janeiro, aos 7 anos, a alagoana Rosa Célia chorou muito, aguardando que a sua mãe viesse lhe buscar.

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Com o tempo, desistiu e a vida seguiu em frente lhe oferecendo, quando estudante, a oportunidade de morar de favor num quartinho e trabalhar. Ali ela estudava para o vestibular de Medicina. Venceu essa etapa e se dedicou à cardiologia neonatal e infantil e fez inglês, conseguindo uma bolsa para Londres, porque era lá que queria continuar estudando.


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Apesar da dificuldade com a língua, depois de examinar uma paciente escocesa por 8 horas, acertou um diagnóstico bastante difícil e ganhou o respeito dos colegas que a julgavam pela falta de domínio do inglês. De Londres, seguiu para os EUA, convidada para trabalhar em Houston, onde descobriu que estava grávida. E pensando no bebê, retornou ao Brasil. Atualmente, essa mulher poderosa de um metro e meio de coragem, dedicação e amor pela medicina, tem um consultório no Rio de Janeiro, reassumiu seu lugar no Hospital da Lagoa, onde chefia o Centro Cardiológico, tratando casos limite: atende a cerca de 500 crianças desassistidas e opera em média 120 delas. Incansável, a Dra. Rosa Célia nunca abandonou os estudos. Todo ano, ela passa, pelo menos um mês em Boston, no Children’s Hospital, onde trabalha 12 horas por dia. Hoje, ela tem certeza de que alcançou o seu sonho:


“Não importou ser pobre, ser órfã, ser mulher, baixinha, alagoana, eu consegui.

Conseguiu! E reverenciada por esse trabalho e essa trajetória fantástica, nas Olimpíadas Rio 2016, a Dra. Rosa Célia foi uma das condutoras da bandeira olímpica na abertura dos jogos.


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